Nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, a Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão de Guarulhos realizou a 6ª edição da vivência arteterapêutica “Mulheres de Fibra: Transformando Dor”. O evento, sediado no Macedo, acolheu 13 mulheres com fibromialgia, proporcionando um espaço para extravasar emoções e dores por meio da arte. Ademais, a iniciativa celebrou o Dia Nacional e Mundial de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia, uma condição reconhecida como deficiência no Brasil.
Arte Como Terapia: Alívio e Conexão
Durante o encontro, diversas técnicas foram aplicadas, combinando relaxamento e arteterapia. Materiais variados como pincéis, aquarela, recortes de revistas, figurinhas, linha de crochê, papel crepom, barbante e tampinhas de garrafa foram utilizados para que as participantes transformassem suas dores e sentimentos em expressões artísticas, notavelmente flores. Contudo, a atividade não se restringiu à criação; ela também fomentou a troca de informações cruciais sobre os direitos das pessoas com fibromialgia e a criação de uma valiosa rede de apoio mútua.
Por outro lado, a vivência ofereceu um toque adicional de cuidado com a presença da massoterapeuta Gabriela Canário de Castro. Aluna do projeto Práticas Educativas para a Inclusão Social (Peis) e deficiente visual, Gabriela aplicou massagem terapêutica em algumas participantes, agregando bem-estar físico ao acolhimento emocional proporcionado pela arteterapia. Assim, o evento se tornou um ambiente multifacetado de cuidado e inclusão.
Fibromialgia: Impacto Social e Reconhecimento
A fibromialgia, uma condição crônica caracterizada por dor generalizada e fadiga, afeta significativamente a qualidade de vida de milhões de pessoas. No Brasil, a Lei Federal 15.176/25 reconheceu oficialmente a condição como deficiência, um marco importante para garantir direitos e promover a inclusão social. Portanto, iniciativas como o “Mulheres de Fibra” ganham ainda mais relevância ao oferecerem suporte prático e emocional, bem como ao conscientizarem a sociedade sobre as necessidades dessas pessoas.
Depoimentos: A Experiência Transformativa
A metalúrgica aposentada Neide Pereira Santos de Souza, de 67 anos e moradora da Vila Galvão, participou pela primeira vez da vivência. Diagnosticada com fibromialgia aos 32 anos, Neide, que já pratica fisioterapia e hidroginástica, encontrou na arteterapia uma nova forma de lidar com a doença. Ela relatou: “Receber a massagem foi muito bom. A massoterapeuta tem mãos de fada. Passei uma tarde maravilhosa.” Para Neide, é fundamental “se desligar da doença e pensar no que vai fazer amanhã, ou procurar algo para fazer” para se sentir melhor.
Deise Regina Jatobá, servidora pública estadual de 55 anos, residente no Jardim Barbosa, também estreou na atividade. Deise enfatizou o valor da troca de experiências e da criatividade como válvula de escape: “A gente se desliga da dor e se liga na arte em alguns momentos. A conclusão deste trabalho, desta pintura faz muito bem para a nossa autoestima.” Tais relatos sublinham o impacto positivo da arteterapia na saúde mental e emocional das participantes.
O Papel da Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão
A Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão, vinculada à Secretaria de Direitos Humanos, desempenha um papel fundamental na promoção de ações que visam à melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência e outras condições específicas. O evento “Mulheres de Fibra” exemplifica o compromisso da pasta em criar espaços seguros e terapêuticos, além de fomentar a conscientização e a garantia de direitos. Assim, reforça-se a importância de políticas públicas que atendam às necessidades de cidadãos vulneráveis, promovendo dignidade e bem-estar em Guarulhos.


