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sáb, 06 jun 2026
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Na CPI, Marcelo Blanco nega pedido de propina por compra de vacinas

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No depoimento, as negociações feita pelo ex-funcionário do Ministério da Saúde visavam ofertar vacinas ao mercado privado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado Federal ouviu nesta quarta-feira (04), o ex-assessor de Logística do Ministério da Saúde, Marcelo Blanco.

Citado em vários depoimentos, ele foi o responsável por apresentar, o policial militar Luiz Paulo Dominghetti, representante da Davati, ao ex-diretor de Logística da Saúde, Roberto Dias em um encontro em Brasília. 

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Nessa ocasião, segundo Dominguetti, que dizia ter 400 milhões de doses do imunizante para oferecer, Roberto Dias teria pedido US$ 01 dólar de propina para fechar contrato de compra pelo Ministério da Saúde. Dias negou e disse que o encontro com Dominguetti e Blanco no restaurante ocorreu por acaso.

O ex-assessor de Logística do Ministério, também negou as acusações de Dominguetti contra seu ex-chefe. Apesar de ter saído mais cedo do jantar, segundo Blanco não houve pedido de propina por cada dose de vacina.

O relator, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), exibiu mensagens de celular enviadas por Dominguetti a Blanco com propostas contendo os valores das doses dos imunizantes e uma sugestão de comissionamento pela venda da vacina.

Blanco explicou que as mensagens foram tiradas de contexto. O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), classificou ainda como oferecimento de “vantagem indevida” o convite a Marcelo Blanco para assumir uma função da empresa de logística.

A VTCLog mantém contratos com o governo federal e também é alvo da comissão. Em depoimento, Blanco afirmou ter recebido a oferta enquanto estava no Ministério da Saúde pelo general Ramos, que seria consultor da empresa.

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