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ter, 21 jul 2026
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Petro não reconhece eleições Colômbia: Presidente alega fraude em contagem preliminar

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Gustavo Petro, presidente da Colômbia, não reconheceu os resultados preliminares das eleições presidenciais realizadas nesse domingo, dia 31. O mandatário contestou a pré-contagem, apurada por empresas privadas, que conferiu uma vantagem de quase 800 mil votos ao candidato da oposição. A alegação central reside em supostas alterações nos algoritmos do software de apuração, que teriam adicionado eleitores não pertencentes ao censo oficial.

Em uma declaração pública, veiculada por meio de suas redes sociais, o presidente Petro manifestou veementemente sua recusa em aceitar os dados da contagem preliminar conduzida pela empresa privada dos irmãos Bautista. Ele salientou que, apesar de a lógica dos algoritmos de contagem e apuração de votos dever permanecer invariável, estes foram modificados por três vezes na última semana.

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Além disso, o chefe de Estado denunciou a inclusão de 800 mil fichas de inscrição eleitoral que, conforme suas palavras, pertencem a indivíduos não contemplados no censo oficial de votantes do país. Dessa forma, Petro argumenta que as seções eleitorais já impugnadas evidenciam a adição de centenas de milhares de votos sem a existência de eleitores devidamente inscritos.

Petro enfatizou que os únicos resultados vinculativos e aceitáveis por sua gestão serão aqueles provenientes das comissões eleitorais, as quais são supervisionadas por juízes da República. Com efeito, a crítica se direciona às empresas Thomas Greg & Sons, dos irmãos Felipe, Camilo e Fernando Bautista, e à espanhola Indra, ambas responsáveis pela contagem inicial.

Contagem Preliminar sob Suspeita

A pré-contagem na Colômbia, apesar de ser um procedimento comum e previsto na legislação eleitoral, não possui validade legal, ostentando um caráter meramente informativo. Portanto, esses números não podem ser considerados documentos eleitorais definitivos para a validação de uma eleição, conforme esclarecido pelo Registro Nacional de Estado Civil.

Críticas Anteriores e Validade Legal

O especialista em política colombiana Matheus Petrelli, pesquisador do Observatório Político Sul-Americano (OPSA), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), lembrou que esse modelo de pré-contagem já vinha sendo alvo de críticas por parte do presidente Petro em pleitos anteriores. Ele reforçou que os resultados oficiais são apurados por comissões escrutinadoras e geralmente divulgados em um prazo de duas semanas a um mês após a votação.

Reações Políticas e Cenário do Segundo Turno

Os dados da pré-contagem divulgada pelo Registro Nacional de Estado Civil indicaram que o candidato de oposição de extrema-direita, Abelardo de La Espriella, obteve 43,7% dos votos, totalizando 10.361.499. Por outro lado, o governista de esquerda Ivan Cepeda alcançou 40,9%, com 9.688.361 sufrágios, contrariando as pesquisas de intenção de voto que o apontavam na liderança.

No pleito, onde o voto não é obrigatório, 57,8% dos mais de 41 milhões de eleitores colombianos compareceram às urnas, enquanto votos brancos e nulos somaram aproximadamente 3%. O segundo turno das eleições presidenciais já está agendado para o dia 21 de junho.

Apelo da Oposição e Pedido da Esquerda

Diante da situação, Abelardo de La Espriella, o candidato da oposição, criticou a postura do governo Petro, alertando para um suposto risco à democracia. Ele solicitou formalmente que os Estados Unidos e outras nações democráticas acompanhem de perto o segundo turno eleitoral na Colômbia.

Por sua vez, Ivan Cepeda, o candidato do Pacto Histórico, coalizão governista, declarou a necessidade de verificar uma discrepância significativa antes de comentar os resultados. Ele mencionou a existência de 885 mil fichas de inscrição eleitoral e indícios de padrões de votação atípicos em um número ainda indeterminado de seções, demandando uma apuração detalhada.

Implicações Geopolíticas da Disputa Eleitoral

A Colômbia, sendo o segundo país mais populoso da América do Sul e com saídas para o Pacífico e o Caribe, assume uma posição estratégica fundamental na região. Conforme o resultado final, o país pode alinhar-se mais estreitamente à política dos Estados Unidos ou, alternativamente, dar continuidade à linha política do Pacto Histórico, bloco do atual presidente Gustavo Petro.

Este último é o primeiro chefe de Estado de esquerda na história da Colômbia e, em virtude da inexistência de reeleição no país, não pôde se candidatar novamente. O mestrando em economia política internacional Matheus Petrelli reitera a importância estratégica colombiana no contexto americano, observando a tentativa de Petro de estreitar laços políticos com figuras como o presidente Lula.

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