A Polícia Civil de São Paulo, por meio da 3ª Delegacia Antissequestro (DAS), concluiu nesta quinta-feira (14) uma significativa operação que culminou na prisão de uma quadrilha especializada no golpe do falso sequestro. As detenções ocorreram no estado do Rio de Janeiro, em uma ação conjunta com a polícia fluminense, visando desarticular um esquema criminoso de alcance interestadual.
A investigação, que teve início em dezembro passado após um casal ser vítima do golpe na capital paulista, revelou a complexidade e a abrangência das atividades do grupo. No total, seis indivíduos foram detidos até o momento, com um sétimo suspeito ainda foragido, intensificando a busca por novas vítimas em diferentes localidades do país.
A Desarticulação do Esquema Criminiso
As ações recentes resultaram na captura de quatro suspeitos – três mulheres e um homem – entre a última terça-feira (12) e esta quinta-feira (14), no estado do Rio de Janeiro. Contudo, dois outros envolvidos já haviam sido presos em abril, nas cidades paulistas de Campinas e Guarujá, evidenciando a capilaridade da quadrilha e a persistência dos trabalhos de inteligência policial.
O Poder Judiciário, após análise das evidências coletadas, deferiu sete mandados de prisão temporária, fundamentais para a continuidade e o sucesso da operação. Além disso, a Polícia Civil paulista tem utilizado informações sobre movimentações bancárias para mapear os fluxos financeiros do grupo e identificar a extensão completa de suas atividades ilícitas.
O Modus Operandi da Quadrilha
O golpe era aplicado por meio de ligações telefônicas, onde os criminosos falsamente alegavam o sequestro de familiares das vítimas. Subsequentemente, os indivíduos eram coagidos a acompanhar parte dos suspeitos até um local determinado, onde tinham seus pertences subtraídos de forma violenta ou mediante ameaças.
Durante a execução do golpe, os envolvidos realizavam diversas transferências bancárias. Essas transações financeiras eram direcionadas para contas de beneficiários em Campinas e Guarujá, em São Paulo, e também em diversas cidades do Rio de Janeiro, o que dificultava o rastreamento e a identificação imediata dos criminosos pelas autoridades.
Alcance Nacional e Novas Vítimas
De acordo com o delegado titular da DAS, Fábio Nelson, a movimentação bancária da quadrilha foi crucial para indicar que a atuação do grupo não se restringia ao estado de São Paulo. Ele afirmou que se trata de uma organização criminosa de nível nacional, e as equipes de investigação estão empenhadas em identificar demais vítimas espalhadas pelo país.
As investigações prosseguem sob a coordenação do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). O objetivo principal é expandir a identificação de novas vítimas e localizar os demais envolvidos no complexo esquema criminoso, garantindo que todos os responsáveis sejam devidamente levados à justiça e desmantelando por completo a rede de fraudes.


