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qui, 04 jun 2026
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Quadrilha de anabolizantes movimentou R$ 25 mi e teve ação em Guarulhos

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Polícia Civil deflagra megaoperação com 85 mandados de busca e 35 prisões em 12 estados; cidade integra lista de alvos da investigação sobre anabolizantes em Guarulhos

Uma organização criminosa especializada na fabricação e venda ilegal de anabolizantes e emagrecedores movimentou impressionantes R$ 25 milhões nos últimos cinco anos. A Polícia Civil de São Paulo, contudo, revelou as informações durante megaoperação deflagrada nesta terça-feira (5 de agosto). A saber: Guarulhos integra a lista de cidades onde o cumprimento de mandados judiciais contra a quadrilha aconteceu.

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A operação mobilizou 255 equipes policiais para cumprir 85 mandados de busca e apreensão e outros 35 de prisão temporária. A distribuição, portanto, se dá entre São Paulo e mais 11 estados. Até o momento, 25 pessoas foram presas de fato na ação que expôs o funcionamento de uma empresa clandestina que atuava sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Esquema milionário sem controle médico

As investigações iniciadas há cerca de um ano pela 1ª Central Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Cerco) revelaram como a quadrilha conseguiu construir um império financeiro — sem dúvida — vendendo medicamentos controlados. A comercialização dos produtos tinha como público pessoas físicas através da internet, sem exigência de receita médica de controle especial.

“Os suspeitos conseguiram movimentar R$ 25 milhões nos últimos cinco anos com as atividades ilegais”, explicou o delegado Ronald Quene, coordenador da operação. Segundo ele, os investigados operavam sob uma marca própria vinculada a um laboratório supostamente clandestino, por exemplo.

A organização vendia substâncias anabolizantes e produtos para emagrecimento, tanto na forma oral quanto injetável. Uma das bases operacionais do grupo funcionava na Zona Norte da capital paulista, de onde distribuíam os produtos ilícitos para outros estados.

Guarulhos na rota da investigação

Em São Paulo, 57 ordens judiciais foram cumpridas em 12 cidades, incluindo Guarulhos. Além da segunda maior cidade do estado, também foram alvos:

  • A capital (São Paulo);
  • Mogi das Cruzes;
  • Cotia;
  • São Caetano do Sul;
  • São José dos Campos;
  • Jacareí;
  • Campinas;
  • Jundiaí;
  • Louveira;
  • Sumaré ;
  • e São José do Rio Preto.

A participação de Guarulhos na operação demonstra como a rede criminosa havia se espalhado pela Grande São Paulo. Em outras palavras, a quadrilha se aproveitava da proximidade com a capital para expandir seus negócios ilegais. Ademais, ainda não foram divulgados detalhes específicos* sobre prisões ou apreensões realizadas na cidade.

*[Nesse sentido, o Guarulhos Online aguarda novas informações para atualizar esta matéria]

Operação nacional contra crime organizado

Os demais mandados foram cumpridos simultaneamente nos seguintes estados:

  • Rio de Janeiro;
  • Paraná;
  • Bahia;
  • Mato Grosso;
  • Amazonas;
  • Espírito Santo;
  • Pernambuco;
  • Paraíba;
  • Alagoas;
  • Santa Catarina;
  • e Mato Grosso do Sul.

A coordenação nacional evidencia a dimensão do esquema criminoso.

A maior parte dos anabolizantes ficava armazenada em galpões logísticos no Paraná, que também foram vistoriados durante a operação. Essa estrutura permitia à organização manter estoques estratégicos longe dos centros de distribuição, dificultando a identificação pelas autoridades.

Riscos à saúde pública

De uso controlado, os anabolizantes e emagrecedores comercializados pela quadrilha são utilizados especialmente para emagrecer ou ganhar músculos. Por lei, a produção de medicamentos como esses só pode acontecer por laboratórios autorizados pela Anvisa e vendidos exclusivamente com receita de Controle Especial em duas vias.

anabolizantes Guarulhos
Foto: Divulgação/Agência SP

A venda sem controle médico representa grave risco à saúde pública. Ou seja, o uso inadequado dessas substâncias pode causar desde problemas cardiovasculares até danos hepáticos irreversíveis. Além disso, produtos fabricados clandestinamente não passam por controle de qualidade, podendo conter substâncias tóxicas.

Próximos passos da investigação

Assim, as equipes policiais se deslocaram às 6h da manhã, após reunião de alinhamento para coordenar as ações simultâneas. Os presos e objetos apreendidos na capital e Grande São Paulo foram encaminhados à 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas, no Centro de São Paulo.

Por conseguinte, a operação contou com apoio de todos os departamentos de Polícia Judiciária das regiões envolvidas. As prisões temporárias têm prazo inicial de cinco dias, renováveis por mais cinco. A princípio, esse é o período durante o qual os investigadores darão continuidade aos trabalhos para mapear completamente a organização criminosa.

Com o desmonte desta rede, as autoridades esperam reduzir significativamente a circulação de anabolizantes e emagrecedores falsificados no mercado nacional, protegendo consumidores dos riscos associados ao uso de medicamentos sem controle sanitário.

Com informações da Polícia Civil de São Paulo

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