Um levantamento do Instituto Água e Saneamento, com base em dados da Sabesp, mostrou que a retirada média dos reservatórios que abastecem a Grande São Paulo atingiu recorde histórico neste ano. A marca já supera o patamar anterior à crise hídrica de 2015, quando a seca tomou o estado de São Paulo.
O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou na semana passada, um plano de contingência que prevê a redução da pressão de água fornecida pela Sabesp. Na prática, a população de Guarulhos e outras cidades da Região Metropolitana de São Paulo poderão ficar sem água por até 16 horas consecutivas.
De acordo com o governo, o plano também prevê o rodízio no abastecimento de água conforme o avanço da queda no volume de água nos reservatórios que atendem a região. A Sabesp no entanto, afirmou que o aumento temporário na média de captação ocorre dentro dos limites operacionais.
Ainda conforme o relatório do plano de contingência, medidas como o uso do volume morto das represas e até rodízio entre bairros poderão ser adotados, assim como o uso de caminhões pipa para o abastecimento. Apesar disso, voltou a chover nesta semana, com pancadas que atingiram a capital paulista na manhã desta quarta-feira (29).


