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sáb, 13 jun 2026
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São Paulo registra menor perda de água entre as maiores capitais do Brasil

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A cidade de São Paulo alcançou o menor índice de perda de água entre as cinco capitais mais populosas do Brasil. O estudo “Perdas de Água 2026”, divulgado nesta terça-feira, 2 de julho, pelo Instituto Trata Brasil com dados referentes a 2024, revelou que a capital paulista, com serviços operados pela Sabesp, registrou um índice de perdas na distribuição de 24,4%. Este resultado notável já cumpre a meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento para o ano de 2033.

Este desempenho coloca São Paulo em uma posição de liderança, superando outras grandes cidades como Brasília, que apresentou 31,5% de perdas, e o Rio de Janeiro, com 38,9%. Além disso, a capital paulista também se sobressai frente a Fortaleza, que registrou 48,8%, e Salvador, com 53,3%. Tal avanço consolida o saneamento em São Paulo como um modelo nacional de eficiência operacional e de gestão dos sistemas de abastecimento.

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O sucesso de São Paulo é um reflexo direto de uma estratégia robusta, baseada em investimentos contínuos, na modernização da infraestrutura e no uso intensivo de tecnologia. Essas ações visam à identificação e prevenção eficaz de perdas de água. Somente entre 2024 e 2025, a Sabesp direcionou mais de R$ 1,6 bilhão especificamente para o combate às perdas na capital paulista, demonstrando um compromisso financeiro significativo.

Sabesp Amplia Liderança Nacional

Além do expressivo destaque da capital, a Sabesp reforça sua posição no cenário nacional ao ter seis municípios entre os 20 melhores colocados no ranking dos 100 mais populosos do país. Integram essa lista de excelência, além de São Paulo, cidades como São Bernardo do Campo, Santos, Suzano, Taubaté e Franca. Estes municípios, por conseguinte, apresentam índices de perdas significativamente inferiores à média nacional, que atualmente ultrapassa os 40%.

Estes resultados positivos são parte da maior ofensiva já realizada no saneamento brasileiro contra as perdas de água. A Sabesp tem planos ambiciosos para o futuro próximo, pois até 2029, a empresa investirá quase R$ 9 bilhões em programas. Estes programas incluem a renovação de redes, a digitalização dos sistemas e a incorporação de novas tecnologias, com o objetivo primordial de reduzir ainda mais as perdas.

Inovação Tecnológica na Prevenção de Perdas

A Companhia está expandindo a aplicação de tecnologias inéditas no setor de saneamento do Brasil, como o uso de imagens de satélite combinadas com inteligência artificial. Esta ferramenta inovadora é capaz de localizar vazamentos não visíveis no subsolo, identificando a assinatura espectral do cloro presente exclusivamente na água tratada. Consequentemente, permite a detecção de perdas ocultas com alta rapidez e precisão.

Paralelamente, estão sendo implementados veículos equipados com sensores e inteligência artificial, que identificam anomalias na rede em tempo real, otimizando a manutenção preventiva. Em adição, válvulas inteligentes são instaladas para ajustar automaticamente a pressão do sistema, minimizando os riscos de vazamentos e rompimentos, o que eleva a resiliência da infraestrutura.

Outro avanço importante é a instalação de 300 Pontos de Manobra Remota (SMR). Estes sistemas permitem o controle de trechos da rede diretamente dos centros operacionais, resultando na redução do tempo de resposta a ocorrências. Na capital paulista, a modernização contempla também a substituição gradual de hidrômetros convencionais por equipamentos inteligentes conectados à internet, ampliando o monitoramento e a identificação precoce de vazamentos.

Compreendendo as Perdas de Água

As perdas de água são uma característica intrínseca aos sistemas de abastecimento, ou seja, mesmo com infraestrutura de ponta e operação eficiente, a perda zero não é atingível. Elas são categorizadas em duas parcelas principais: as perdas reais ou físicas e as não físicas ou aparentes. As perdas reais ocorrem quando volumes de água são fisicamente perdidos ao longo dos sistemas, primariamente por vazamentos.

Por outro lado, as perdas não físicas ou aparentes referem-se a volumes de água consumidos, mas que não são devidamente medidos e contabilizados. Esta categoria inclui irregularidades como fraudes e furtos, além da submedição de hidrômetros instalados nas propriedades dos clientes. Portanto, a gestão eficaz das perdas exige uma abordagem multifacetada que contemple ambos os tipos.

Universalização do Acesso e Investimentos Futuros

O Estado de São Paulo recebeu em 2025 o maior investimento histórico destinado a ampliar o acesso da população à água e ao esgoto tratado. Um montante de R$ 15,2 bilhões foi aplicado pela Sabesp, representando um aumento significativo de 120% em comparação com os R$ 6,9 bilhões do ano anterior. Este crescimento substancial tornou-se viável após a desestatização da empresa, efetivada em julho de 2024 pelo Governo de São Paulo.

O principal objetivo dessa medida foi acelerar a universalização do saneamento básico em todo o estado, com a previsão de que este marco seja alcançado até 2029. Para tanto, o Plano Regional de Saneamento Básico projeta investimentos de R$ 260 bilhões até 2060. Desse total, R$ 70 bilhões serão aplicados especificamente até 2029 para garantir água potável, tratamento e coleta de esgoto a toda a população paulista, assegurando um futuro com maior qualidade de vida.

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