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dom, 07 jun 2026
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Coluna Aberta: “Amo meu filho, mas a maternidade não!”

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Talvez você já tenha pronunciado essa frase ou ouvido essa expressão de alguma mulher do seu convívio íntimo, reforço “convívio íntimo” pois vivemos em uma sociedade, onde a romantização da maternidade existe de maneira a calar essa mulher ou a colocar em um lugar de autojulgamento pelo que sente e tudo o que trás essa frase.

Um dos setores de maiores mudanças para essa mulher nos primeiros anos pós-parto, é o setor social, mudam-se os ambientes, as decisões, por exemplo:  viagens, ausências, passeios e até mesmo investimentos. Essas mudanças acontecem de maneira automática pós gestação, pelo cenário que apresenta necessidades diferentes a serem atendidas e ressalto que inúmeras delas não são particularmente dessa mulher.

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Muitas mulheres/mães, relatam um cansaço excessivo, uma estafa mental, por tantas vezes serem chamadas, solicitadas e necessárias em situações que poderiam ser facilmente atendidas por outras pessoas do ciclo da criança. Mas, justamente por estarmos inseridas em uma sociedade com um viés romântico do papel materno, essa mulher se cobra em atender incessantemente as demandas impostas do cenário.

Por diversos “nãos” invisíveis que essa mulher se dá, impactos em sua personalidade surgem, e em grande parte, é rapidamente apontada pelas pessoas em sua volta de uma forma julgadora, resultando em um comportamento mais solitário e reprimido de suas emoções, reforçando esse lugar de maternidade solitária.

Sendo você uma pessoa do ciclo dessa mulher/mãe, procure não a demandar, promova um espaço onde ela se sinta vista e descansada para exercer um cuidado materno com tranquilidade e responsabilidade e não com o peso da obrigação de se anular pela maternidade.

A maternidade pode ser vivida de diversas formas saudáveis, contanto que essa mulher/mãe tenha uma rede de apoio segura para que ela possa primeiramente estar à vontade para sentir e dizer, “cansei!”, “não consigo ir, você pode resolver isso”, “preciso ficar um pouco sozinha agora.” Entre tantas outras frases que camuflam tantas dores invisíveis (para quem não quer ver).

Saúde Mental Materna Importa! O começo da vida impacta o nosso amanhã!

Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Obstétrica | Neuropsicóloga pelo Hospital Albert Einstein | Master Coaching IBC – Autoperformance Feminina | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online | Aprimoramento em Pré Natal Psicológico pelo IBIPO | Em constante aprimoramento em Saúde Mental.

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