O isolamento social durante a quarentena, contra o coronavírus tem sido alvo de muitas críticas por parte de algumas autoridades políticas e empresários. Essa é consequência do que eles acreditam por ‘economia parada’.
É fato que os brasileiros não estão consumindo agora, como consumiam antes da pandemia. Mas, o momento trouxe novos comportamentos na relação do consumidor e seus hábitos de consumo.
A fim de evitar sair de casa como manda as regras, novos hábitos de compras pela internet surgiram. No contexto econômico atual, as famílias voltaram seus gastos para produtos básicos, higiene e limpeza.
Outros setores tiveram queda nas vendas. Mas, as farmácias, assim como supermercados registraram leve alta. Uma pesquisa nacional feita pela consultoria Ebit/Nielsen, entre os dias 19 e 25 de março, mostrou, crescimento de 96% no varejo de autosserviços.
No mesmo período, todo o comércio digital subiu 13%. Essa “corrida digital” sobrecarregou o sistema das grandes redes do segmento que teve que contratar funcionários para dar conta das entregas.

Após um aumento expressivo nos primeiros 10 dias da crise do Covid-19, as vendas nos supermercados se estabilizaram. A Associação Paulista de Supermercados (APAS) mais uma vez, sugere aos consumidores que não estoquem produtos, como forma de ajudar na manutenção dos preços.

Apesar da pressão de alguns setores para reabertura do comércio, a quarentena seguirá até o término do decreto em 22 de abril. O governo do Estado e o Município manifestaram ainda ontem (16) que seguem as recomendações médicas de isolamento total da população.
Na contramão disso, a tecnologia tem sido aliada na permanência de alguns negócios. restaurantes que seguem vendendo Delivery. E no setor de serviços, atendimento via telefone e Skype. Apesar dos desafios, o mercado de consumo brasileiro depois dessa crise, não será mais o mesmo.


