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sex, 24 jul 2026
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Irã ataca infraestrutura da Amazon no Bahrein em escalada regional

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A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou ter atacado uma central de dados da Amazon no Bahrein em 21 de novembro de 2023. Esta ação ocorre em um cenário de intensificação das hostilidades entre o Irã e forças aliadas, além dos Estados Unidos, no Oriente Médio. O incidente eleva as preocupações globais sobre a estabilidade regional e suas implicações econômicas.

Um comunicado do braço armado iraniano detalhou que combatentes da IRGC atingiram a infraestrutura central de dados da empresa norte-americana Amazon, localizada no Bahrein, utilizando diversos mísseis de cruzeiro, resultando na destruição do alvo. Além disso, o Irã já havia realizado ataques semelhantes contra unidades da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e no próprio Bahrein em março de 2023, demonstrando uma estratégia contínua.

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Escalada de ataques iranianos atinge bases americanas

Ainda em 21 de novembro de 2023, a Guarda Revolucionária iraniana declarou novos ataques contra radares de alerta e defesa antimísseis dos Estados Unidos instalados na Base Aérea de Jaber, no Kuwait. O Irã alertou para a possibilidade de ‘ondas mais decisivas e mais pesadas de ataques de drones e mísseis’ após a supressão desses sistemas de radar, indicando uma postura cada vez mais agressiva.

Outros alvos anunciados pelo Irã incluíram bases norte-americanas na Jordânia. A mídia iraniana, por meio da Press TV, divulgou um comunicado da IRGC afirmando que vários militares americanos morreram após forças iranianas atacarem um complexo que abrigava tropas dos EUA na região de al-Rukban. Contudo, as autoridades dos Estados Unidos não confirmaram imediatamente essas baixas ou a extensão dos ataques.

Reação dos Estados Unidos e Bahrein

Por outro lado, os Estados Unidos informaram que realizaram uma nova onda de ataques com o objetivo de degradar as capacidades militares iranianas, usadas em ações que atingem o transporte comercial no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA no Oriente Médio detalhou que as ofensivas visaram comandos militares iranianos, instalações marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones, e sistemas de defesa aérea do Irã.

Enquanto isso, a empresa Amazon, que fornece serviços de armazenamento de dados em nuvem para governos e empresas no Oriente Médio, não se manifestou publicamente sobre o incidente até o fechamento desta reportagem. O Exército do Bahrein, por sua vez, informou que o Irã realizou ataques ‘ilegais contra civis’ no país, sem especificar os locais atingidos, e acrescentou ter destruído com sucesso diversas ofensivas aéreas iranianas em 21 de novembro de 2023.

Em uma escalada retórica, o presidente Donald Trump reiterou as ameaças ao complexo nuclear iraniano Montanha Pickaxe, próximo às instalações nucleares de Natanz. Ele afirmou que essa área seria atacada ‘muito em breve e com muita força’, destacando a gravidade da situação e a possibilidade de uma resposta militar robusta por parte dos EUA.

Impacto no mercado de energia global

A intensificação do conflito no Oriente Médio, que expõe a fragilidade do acordo diplomático entre Irã e EUA, gerou um aumento significativo nos preços do petróleo. O barril de Brent, referência internacional, subiu cerca de 2% em 21 de novembro de 2023, atingindo US$ 90. Este valor contrasta com a queda para US$ 72 registrada no início de julho de 2023, refletindo a volatilidade do mercado diante da instabilidade regional.

Em 20 de novembro de 2023, os houthis do Iêmen, que são aliados do Irã, anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, aliada dos EUA, no Estreito do Bab el-Mandeb. Eles justificam a ação como retaliação a um ‘cerco injusto e opressivo’ imposto pelos sauditas. A Arábia Saudita, por outro lado, negou o cerco ao Iêmen e condenou a decisão de atacar embarcações que transitam pelo estreito.

Este estreito, uma porta de entrada estratégica para o Mar Vermelho, possui relevância crítica para o comércio global, pois seu fechamento total poderia reduzir o abastecimento global de petróleo em até 7%. Adicionalmente, o Estreito de Ormuz é responsável por aproximadamente 20% do comércio mundial de petróleo, evidenciando a vulnerabilidade das rotas de transporte de energia.

Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), expressou em nota de 21 de novembro de 2023, sua preocupação com a escalada do conflito, que afeta a segurança do abastecimento global de combustíveis e introduz incertezas no mercado. As ameaças ao Estreito de Bab el-Mandeb, que se tornou uma rota alternativa crucial ao Estreito de Ormuz, agravam ainda mais essas apreensões, segundo Birol.

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