Laura Maria Oliveira dos Santos, de 10 anos, aluna do 5º ano da EPG Vicente Ferreira Silveira, no bairro dos Pimentas, criou a série infantojuvenil “A Sala que Nunca Dorme”. Então, a jovem escritora transformou os colegas da turma do 5º C em personagens de sua própria criação, desenvolvendo cinco capítulos com aventuras e situações inusitadas.
A inspiração surgiu durante uma sequência didática sobre gêneros textuais, quando a professora Amanda Moreira apresentou o gênero conto. Laura, que começou a escrever aos 4 anos e sonha em tornar-se desenhista, decidiu criar uma história original utilizando como personagens os próprios colegas de classe.
História prende personagens em sala misteriosa
Em “A Sala que Nunca Dorme”, os personagens ficam presos após a porta da sala se fechar repentinamente. Assim sendo, durante um período anacrônico, eles enfrentam seus medos lidando com lousas, cadernos e giz que ganham vida própria, além de sombras assustadoras, espelhos misteriosos e labirintos.
Além disso, a narrativa apresenta portas e passagens secretas que não levam a lugar algum. A jovem autora explica que sempre gostou de histórias de suspense, mistério e terror desde pequena, o que influenciou diretamente sua criação literária.
Colegas aprovam transformação em personagens
Leonardo Santos de Araújo, de 11 anos, colega de Laura, aprovou sem dúvida a iniciativa da amiga. Segundo o estudante, mesmo sendo retratado como um personagem medroso, considerou a ideia criativa e os desenhos muito bem executados.
“Não senti medo da história porque entendi que assombração não existe”, comentou Leonardo. Dessa forma, a aceitação dos colegas demonstra como a literatura pode aproximar os estudantes e criar vínculos através da criatividade.
Professora destaca autonomia da aluna na escrita
A professora Amanda Moreira ficou impressionada com a autonomia de Laura em relação à escrita. O trabalho com gêneros textuais está alinhado ao currículo da rede municipal, mas com as turmas do 5º ano deve ser potencializado para desenvolver a independência na produção textual.
“Percebi que os contos de assombração despertaram a criatividade e curiosidade dos alunos”, explicou a docente. Por consequência, Amanda incorporou rodas de conversa para fomentar o protagonismo dos educandos em relação ao aprendizado, incentivando-os a acreditar que todos podem ser escritores.
Escrita desenvolve múltiplas habilidades simultaneamente
Para Laura, escrever e desenhar são atividades complementares e altamente satisfatórias. Enquanto pratica a escrita, ela aprende sobre o uso correto das palavras, pontuação e vírgulas. Simultaneamente, ao criar ilustrações para suas histórias, desenvolve técnicas de desenho e compreende melhor as proporções.
A professora Amanda ressalta que, a cada capítulo criado por Laura, surpreende-se mais com sua criatividade e inteligência. “A forma como ela escreve é superior a muitos adultos”, destacou a educadora.
Veja aqui o vídeo da Laura para o canal do Portal SE no YouTube:
Trabalho integra currículo e desenvolvimento pessoal
O projeto desenvolvido na EPG Vicente Ferreira Silveira demonstra como o trabalho com gêneros textuais pode potencializar talentos individuais. A iniciativa explora estruturas textuais, gramática, pontuação, leitura e entonação de forma integrada.
Por fim, a história “A Sala que Nunca Dorme” está disponível no Portal da Educação da Prefeitura de Guarulhos, permitindo que outros estudantes e educadores conheçam o trabalho da jovem autora. Laura representa como a educação pública pode identificar e desenvolver talentos desde a infância.
*Com informações da Prefeitura Municipal de Guarulhos


