De quantos ‘nãos’ são alimentadas as lágrimas de uma tentante ou de uma mulher/casal com questões de infertilidade? Quantas histórias fantasiadas, quantos lutos vivenciados. De quanta sensibilidade necessitamos para olharmos verdadeiramente para essa mãe, para esse ser humano?
Olhar para essa mulher, além do significado individual que damos ao gerar, ao ser mãe, ou até mesmo ao nascer. Olhar para essa mulher reconhecendo sua história, seus medos e necessidades emocionais escondidas, muitas vezes escondida atrás de afastamentos, sorrisos amarelos ou silêncio.
Quando se trata da interação com uma mulher que enfrenta desafios relacionados a infertilidade, podemos exagerar na empatia e alguns comentários não são bem-vindos, por exemplo:
“Relaxe, que vai acontecer”, esse comentário pode minimizar a dor emocional e física dessa mulher. Como desvalidar o sentimento que essa mulher demonstra com estresse e ansiedade
“Aproveite seu tempo livre enquanto pode”. Essa afirmação, pode parecer insensível ou desconsiderar o desejo da pessoa de ser mãe.
“Por que você não adota?” Sugerir a adoção como uma solução fácil para a infertilidade pode ser insensível. A decisão de adotar é pessoal e complexa, adotar não é uma alternativa que apaga o desejo de engravidar biologicamente.
“Você não precisa de filhos para ser feliz” Para algumas pessoas gerar filhos é uma parte fundamental de sua visão de família e realização pessoal. Esse comentário pode desconsiderar os sentimentos e desejos individuais dessa mãe, ou casal.
Portanto, é importante sempre ressaltar que cada individuo é único e vivenciará suas experiências e dará significados de maneira singular e de acordo com suas subjetividades.
Se você não tem certeza do que dizer, mas quer contribuir de alguma forma, mostre seu apoio e ofereça uma escuta atenta sem julgamentos. Essas ações são valiosas para a pessoa que está vivenciando essa experiência desafiadora e preservará a saúde mental dessa mãe.
Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Obstétrica | Coaching – Autoperformance Feminina | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online | Em formação neuropsicológica pelo Hospital Albert Einstein | Sempre em busca constante aprimoramento em Saúde Mental.



