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qua, 03 jun 2026
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Conta de luz pode chegar a 58% de aumento e bandeira vermelha pode custar R$ 15 por 100 kWh/h

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O período sem chuvas encarece o preço da energia das hidrelétricas e torna as bandeiras tarifárias mais pesadas no bolso do consumidor

A conta luz está mais cara, o fato é perceptível na conta de energia das famílias e das empresas, isso porque estamos no inverno, quando geralmente a bandeira tarifária custa mais. Ocorre que hoje, a taxa da bandeira vermelha custa R$ 09,49 reais a cada 100 kWh hora consumidos.

O aumento aconteceu no fim de junho, mas já no início de setembro uma nova alta de até 58% no valor cobrado pode elevar para R$ 15,00 a bandeira tarifária. A decisão é da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e será definida até o fim da semana.

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O período de seca é caracterizado pelo baixo nível dos reservatórios de água em razão da ausência de chuvas intensas, como geralmente ocorre no verão. Para mantém a oferta de energia elétrica, fontes alternativas de energia precisam ser acionadas, como as termoelétricas.

Entretanto, para custear tais medidas paliativas, a ANEEL reforça a cobrança pelo sistema de bandeiras tarifárias que sinalizam o custo real da energia gerada. As cores são verde, amarela e vermelha, das quais, cada uma apresenta custos específicos.

Alternativa

A incidência dos adicionais de bandeiras tarifárias na conta de luz dos consumidores, fez disparar as adesões da Tarifa Social de Energia Elétrica. Em Guarulhos houve um aumento de 32%, salto de 25.733 em julho de 2020 para 33.961 no mesmo mês de 2021.

Já com relação ao mês de janeiro de 2021 o incremento foi de 4.728 beneficiários, o que representa 16,25% a mais. A Tarifa Social de Energia Elétrica é um benefício que concede descontos no valor da fatura de energia elétrica para famílias em situação de vulnerabilidade social.

Os descontos são escalonados de acordo com o consumo de energia, sendo que quanto maior a economia no gasto energético, maior o valor do desconto. O benefício pode ser requerido por inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico).

Para tanto, é necessário ter renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional. Idosos com 65 anos ou mais ou pessoas com deficiência que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também têm direito.

Ou ainda, famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até três salários mínimos que tenham portador de doença ou deficiência. O serviço pode ser requerido pelos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), mais informações aqui.

Isso significa que as famílias de baixa renda, inscritas no programa de Tarifa Social, pagam as bandeiras com os mesmos descontos que já têm nas tarifas, de 10% a 65%, dependendo da faixa de consumo mensal.
 

Confira dicas para economizar energia e reduzir a conta de luz

Chuveiro elétrico

Tomar banhos mais curtos


Ar condicionado

Não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar condicionado

Manter os filtros limpos


Geladeira

Só deixar a porta da geladeira aberta o tempo que for necessário

Nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira

Deixar espaço para ventilação na parte de trás da geladeira e não utilizá-la para secar panos

Não forrar as prateleiras

Descongelar a geladeira e verificar as borrachas de vedação regularmente


Iluminação

Utilizar iluminação natural ou lâmpadas econômicas e apagar a luz ao sair de um cômodo;

Pintar o ambiente com cores claras

Nunca deixe o ferro ligado enquanto faz outras atividades


Aparelhos em stand-by

Retirar os aparelhos da tomada quando possível ou durante longas ausências

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