Enquanto a sociedade concentra esforços para combater a pandemia do novo coronavírus, centenas de hectares são desmatados ilegalmente Brasil a fora. Não é preciso ir muito longe, à Amazônia por exemplo. Guarulhos sofre do mesmo mal, bem diante dos nossos olhos.
Mas, para tanto, basta querer ver. Na semana passada, o Guarulhos Online abordou o desmanche de um loteamento ilegal na rua Santina no bairro do Cabuçu. A região é alvo de queimadas intensas há pelo menos um mês.
Entretanto, há em alguns pontos, como na região do Jd. Vila Rica, além de queimadas, desmatamento acelerado e construção de edificações. Antes da pandemia, no local, nada disso existia além da vasta vegetação, plenamente preservada.

Questionada sobre a questão, a Prefeitura disse apenas que a Secretaria de Meio Ambiente faz fiscalização regular na área de proteção ambiental. A área se estende do bairro do Cabuçu até a região do Tanque Grande.
A Sema esclarece que faz fiscalização diária nas APP e APA da região, porém sempre é muito difícil identificar invasores e autores de queimadas. Vale salientar que estamos em época de estiagem, quando as queimadas podem ocorrer de maneiras involuntárias, por balões, fogueiras, bitucas de cigarro etc.
A administração municipal pediu ainda, que ocorrências de incêndios e queimadas devem ser relatados ao Corpo de Bombeiros. Por telefone, no disque denúncia (0800-772-2006) a informação é de que não seria possível fiscalizar a ocorrência, pois não há endereço específico.
Enquanto isso, dia a dia, a região fotografada pela reportagem, é degradada progressivamente. O que fica como questionamento é a capacidade de acesso ao local, em que a fiscalização do poder público precisa de endereço e número chegar, mas, os desmatadores não.



