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sex, 24 jul 2026
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Fim da escala 6×1: Governo Federal Prioriza Mudança na Jornada de Trabalho

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, reafirmou nesta segunda-feira (23) a prioridade do governo federal em promover o fim da escala 6×1. A medida, um dos principais compromissos da gestão este ano, busca estabelecer um modelo de trabalho mais equilibrado, garantindo melhores condições para os trabalhadores brasileiros.

A Proposta do Governo para o Fim da Escala 6×1 e a Redução da Jornada

Conforme detalhado por Boulos, a defesa do governo, em sintonia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é pela transição para uma jornada 5×2. Dessa forma, os trabalhadores teriam no mínimo dois dias de descanso semanais livres. Além disso, a proposta inclui a redução da jornada máxima para 40 horas semanais, sem qualquer diminuição de salário, visando maior qualidade de vida e produtividade.

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O ministro destacou a esperada resistência por parte do setor empresarial, comparando o cenário atual com embates históricos por conquistas trabalhistas. Entretanto, ele enfatizou que avanços como o salário mínimo, o 13º salário e as férias remuneradas enfrentaram oposição similar, mas foram implementados sem colapsar a economia. “Eu nunca vi patrão defender aumento de direito do trabalhador”, afirmou Boulos.

Outras Prioridades: Segurança Pública e Trabalhadores de Aplicativos

Fortalecimento da Segurança Pública

A aprovação da PEC da Segurança Pública também figura entre as metas prioritárias do governo. Nesse sentido, o objetivo é a criação de um Ministério da Segurança Pública, com atribuições claramente definidas por lei. A iniciativa visa estruturar e fortalecer as políticas de segurança em âmbito nacional, garantindo maior eficácia no combate ao crime organizado.

Regulamentação de Direitos para Trabalhadores de Aplicativos

A garantia de direitos aos trabalhadores de aplicativos de transporte e entrega é outro ponto crucial da agenda governamental para este ano. Consequentemente, o ministro defende a fixação de taxas percentuais a serem repassadas às empresas operadoras. O intuito é evitar que os trabalhadores sejam lesados por modelos de negócios que, segundo Boulos, retêm até 50% do lucro gerado por cada viagem ou entrega. Um grupo de trabalho foi criado no final do ano passado para formular propostas de regulação para a categoria, demonstrando o empenho do governo neste tema.

Debate sobre Hidrovias e Encontro Indígena

Em paralelo às discussões sobre o fim da escala 6×1 e outros direitos, Guilherme Boulos retornou a Brasília para um importante encontro com lideranças indígenas do Pará. Os representantes protestam contra o Decreto nº 12.600, de agosto de 2025, que incluiu as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND).

Recentemente, membros do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita) ocuparam o escritório da multinacional Cargill, no Porto de Santarém (PA). Por outro lado, eles exigem a revogação do decreto, argumentando que a medida ameaça diretamente o meio ambiente e a soberania alimentar dos povos originários da região, gerando grande preocupação.

Boulos expressou seu apoio à pauta indígena, manifestando a crença em um desfecho positivo para a situação. “Eu acredito que hoje vamos ter notícias boas sobre isso”, adiantou. Afinal, a decisão final sobre a revogação do decreto envolverá debates com outros ministérios, apesar de sua defesa pessoal pela atender às reivindicações, consideradas justas e necessárias.

Em suma, a agenda do governo federal para este ano é multifacetada, com o fim da escala 6×1 se destacando como uma das bandeiras principais. Convidamos você a compartilhar suas opiniões nos comentários e a compartilhar esta notícia em suas redes sociais para expandir o debate.

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