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qui, 04 jun 2026
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Francisco Carone diz que não houve crescimento significativo de cargos comissionados na Proguaru

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O presidente da Proguaru afirmou que, a maior parte da dívida da Proguaru é composta por ações trabalhistas e que o Prefeito Guti (PSD) nunca quis fechar a empresa

O depoimento mais aguardado pelos trabalhadores da Proguaru na Comissão Especial de Estudos (CEE) sobre a empresa na Câmara Municipal durou menos de 30 minutos. A preocupação com prolongamento das sessões é uma característica dos parlamentares de Guarulhos.

Por essa razão, se furtaram a possibilidade de fazer perguntas a Francisco Carone, presidente da empresa na reunião desta terça-feira (24). A oitiva dele foi adiada por duas vezes, uma delas, porque não houve presença dos vereadores e na segunda, pela ausência de Carone.

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A CEE é composta por onze vereadores, sete deles pertencem a base aliada do governo municipal, mas todos foram à sessão como espectadores. Dos aliados, apenas o vereador Geleia Protetor (PSDB) indagou Carone, que respondeu de forma objetiva e sem dar muitos detalhes.

Antes, Geleia esclareceu que mesmo respeitando a figura da presidente do partido, a tucana e ex-candidata à Prefeitura, Fran Corrêa, destacou que é base aliada de Guti. Por essa razão, demostrou ser favorável ao fechamento da Proguaru e disse que entrará com mandato de segurança contra o referendo municipal.

Para o tucano alinhado à cartilha do executivo e outros vereadores da base governista, o encaminhamento do referendo municipal entregue à Câmara deveria ter sido avaliado em plenário. Mas seguiu a Lei Orgânica do Município e foi protocolado pelo Presidente da Casa, vereador Fausto Miguel Martello (PDT).

Entretanto, de acordo com Edmilson Souza (PSOL) o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que avalia a proposta de referendo, não analisará o mérito da questão, mas se as exigências legais foram cumpridas. Souza confirmou a realização do referendo que será feito junto das eleições gerais em 2022.

Outras palavras, poucas palavras

Em seu depoimento, Francisco Carone disse que o déficit da Proguaru se arrasta há mais de 30 anos e que o Prefeito Guti nunca quis fechar a empresa. Porém, se convenceu da extinção após estudos que teriam sido feitos pela Secretaria da Fazenda.

Carone disse que assumiu a presidência em julho de 2018 e afirmou que já havia déficit acumulado desde 2010. Segundo ele, a diretoria tentou medidas para mitigar os danos, o que elevou o caixa em 2019, mas não seguir com o plano era insustentável.

Questionado sobre os cargos comissionados, o Presidente da Comissão, Edmilson Souza relembrou que são gastos com a categoria beiram R$ 20 milhões. Mas segundo Carone, são apenas 200 cargos, mesma média do governo anterior do PT, que era de 178.

Atualmente são cargos ocupados por funcionários de carreira que não tem como serem removidos do quadro da Proguaru. De acordo com Carone, após a aprovação da lei de extinção houve redução em 40 cargos e troca de nomenclaturas dos restantes.

O presidente da empresa afirmou ainda que, a maior parte da dívida da Proguaru é composta por ações trabalhistas e impostos com juros e correção monetária. Ainda segundo Carone, vários imóveis da Proguaru não estão em condições documentais para serem leiloados.

Sobre o processo de dissolução feito junto ao interventor, Ibrahim El Kadi, Carone não se pronunciou sobre as verbas rescisórias e acordos entre a Prefeitura e o Sindicato (STAP).

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