Autoridades políticas se manifestaram contra e a favor da ditadura no Brasil
O Brasil relembrou nesta quarta-feira (31) o aniversário do golpe militar de 1964, em que o país viveu o regime até 1985. Nas redes sociais, autoridades políticas, personalidades, clubes de futebol se posicionaram sobre o marco deste dia.
O vice presidente da república, Hamilton Mourão publicou no Twitter uma celebração da vitória dos militares sobre o comunismo. A proximidade do governo de Bolsonaro à ditadura levanta novamente o tema de um golpe em 2021.
Depois de 57 anos, o Brasil registra movimentos a favor do regime militar nas redes e nas ruas. Nesta quarta (31) conforme publicação da Folha de São Paulo, manifestantes saíram em protesto pela defesa de uma intervenção militar sob o comando de Bolsonaro.
Pela manhã, o novo Ministro da Defesa, General Braga Neto fez menção ao “movimento de 31 de março de 1964”. Para o militar, as Forças Armadas tomaram a responsabilidade de acalmar e pacificar o país para que hoje, tivéssemos a liberdade democrática.
O texto foi a primeira manifestação pública do general, que assumiu a pasta após Fernando Azevedo e Silva deixar o governo nesta terça-feira (30) junto de outros cinco ministros do governo federal. Comandantes do alto escalão do Exército, Marinha e Aeronáutica deixaram os cargos sob argumento de suposta interferência do governo.
O argumento de Braga Neto fez o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) se posicionar sobre fala. Enquanto o general classificou que o golpe deve ser entendido “a partir do contexto da época”, Doria chamou de ” fase mais dura da história”.
No futebol, somente o Corinthians, entre os times paulistas se posicionou sobre a data e postou uma foto em que relembra a “Democracia Corintiana”. O movimento contrário a ditadura marcou aquele período e é relembrado até os dias de hoje.


