O Museu da Imagem e do Som (MIS), instituição vinculada à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, apresenta em 18 de julho a “Mostra Janis e o Cinema”. O evento, que homenageia a icônica cantora Janis Joplin, exibirá três filmes selecionados a partir de suas próprias indicações. Moradores de Guarulhos e de toda a Grande São Paulo podem aproveitar esta imersão cultural no Auditório MIS, a partir das 15h.
A curadoria da mostra buscou inspiração nas cartas, entrevistas e relatos de familiares e amigos da artista, revelando os filmes que marcaram sua vida e obra. Consequentemente, a seleção oferece um panorama íntimo do universo cultural que influenciou uma das vozes mais emblemáticas do século XX, proporcionando aos espectadores uma compreensão mais profunda de seu legado.
Janis Joplin e a contracultura do cinema
Janis Joplin, com sua voz potente e presença de palco magnética, consolidou-se como um dos maiores símbolos da contracultura dos anos 1960. Enquanto sua música explorava temas como liberdade, vulnerabilidade e inconformismo, essas mesmas questões reverberavam fortemente no cinema da época. Portanto, a mostra estabelece um diálogo direto entre a produção cinematográfica e o espírito revolucionário da artista.
O impacto de Joplin transcendeu a música, alcançando o imaginário popular e inspirando gerações. Além disso, seu estilo de vida e suas declarações frequentemente ecoavam o anseio por autenticidade e ruptura com as convenções sociais, elementos também presentes nas narrativas cinematográficas que a cativavam. Este evento do MIS, portanto, não é apenas uma exibição de filmes, mas uma viagem ao contexto artístico e cultural que moldou um ícone.
Filmes que moldaram uma artista
Férias de amor (1955) abre a programação
A programação inicia às 15h com “Férias de amor”, dirigido por Joshua Logan. Este filme, tido como o favorito de Janis Joplin, foi frequentemente citado por ela, especialmente durante sua juventude. Na trama, Hal Carter, um viajante errante, chega a uma pequena cidade no Kansas, onde se apaixona por Madge Owens, namorada de um amigo, gerando um conflito familiar e social.
Petúlia, um demônio de mulher (1968) na sequência
Às 17h, o público assistirá a “Petúlia, um demônio de mulher”, de Richard Lester, um longa-metragem marcante para a vida de Janis em Los Angeles. A estética da personagem de Julie Christie serviu de inspiração direta para a cantora, e a banda Big Brother and the Holding Company, da qual Joplin foi vocalista, realiza uma participação especial com a canção “Road Block”. A obra retrata uma socialite infeliz que encontra consolo na companhia de um médico recém-divorciado, explorando as complexidades das relações humanas.
Orfeu Negro (1959) encerra a mostra
O encerramento da mostra, às 19h, será com a exibição de “Orfeu Negro”, coprodução entre Brasil, Itália e França dirigida por Marcel Camus. Vencedor da Palma de Ouro em Cannes e do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, este clássico estabeleceu a conexão de Joplin com o Brasil e a cultura do carnaval de rua. O filme narra a trágica história de amor entre Eurídice e o motorista e músico Orfeu, ambientada no vibrante cenário do Carnaval carioca, enquanto lidam com o ciúme de uma noiva e a iminência da morte.
A “Mostra Janis e o Cinema” proporciona uma oportunidade singular para revisitar a obra de uma das maiores artistas de todos os tempos, por meio de seu próprio olhar cinematográfico. Os ingressos para cada sessão custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada). A classificação indicativa para os filmes é de 14 anos.


