São Paulo registrou mais quatro ataques a ônibus nesta quarta-feira (23) e um na madrugada desta quinta (24), elevando para 546 o total de veículos que vândalos danificaram desde 12 de junho. Simultaneamente, Guarulhos também vivenciou caso de depredação em Guarulhos, com prisão em flagrante de um homem de 32 anos.
Segundo informações da SPTrans e da Secretaria de Segurança Pública (SSP), os ataques continuam acontecendo em todas as regiões da capital paulista. Além disso, considerando todos os sistemas de ônibus urbanos da região metropolitana, criminosos já atacaram mais de mil coletivos no período.
Prisão em flagrante marca depredação em Guarulhos
Na noite de terça-feira (22), um homem atirou pedras contra um ônibus de São Paulo na Avenida Pedro de Souza Lopes, em Guarulhos. Consequentemente, o próprio motorista do coletivo acionou policiais militares que faziam patrulhamento e identificou o autor do ataque a ônibus.
De acordo com a SSP, agentes detiveram o suspeito no local e o conduziram ao 1º Distrito Policial de Guarulhos, onde ele confessou o crime. Posteriormente, autoridades registraram o caso como dano e solicitaram perícia para avaliar os prejuízos que o autor causou ao veículo.
Investigações apontam possíveis motivações
Por outro lado, a Polícia Civil já descartou algumas hipóteses sobre as motivações dos ataques. Primeiramente, investigadores descartaram desafios de jogos online entre jovens, assim como rixas no sindicato dos trabalhadores.
Entretanto, ganha força a possibilidade de empresas insatisfeitas que perderam contratos no sistema de transporte. Dessa forma, as investigações do Departamento de Investigações Criminais (Deic) focam especialmente na prisão de Edson Aparecido Campolongo, de 68 anos, que confessou pelo menos 18 ataques entre a capital e o ABC.
Empresas suspeitas serão retiradas do sistema
Durante esta quarta-feira (23), o prefeito Ricardo Nunes anunciou que avança o processo de retirada das empresas Transwolff e UPBUS do sistema municipal. Segundo ele, ambas as companhias, suspeitas de ligação com o PCC, “desaparecerão” do sistema em 60 dias.
Curiosamente, no mesmo dia em que a prefeitura publicou portaria com a transição de contratos, em 12 de junho, começaram os primeiros ataques. Portanto, a Polícia investiga possível relação entre os fatos, buscando estabelecer conexões entre as mudanças contratuais e a onda de vandalismos.
Medidas de segurança são intensificadas
Como resposta aos ataques, Nunes anunciou que a prefeitura pagará à Polícia Militar a presença de 200 agentes de folga nos ônibus das linhas mais atacadas. Além disso, a PM intensificou o patrulhamento através da “Operação Impacto – Proteção a Coletivos”.
Situação atual dos casos
| Região | Casos Registrados | Status |
|---|---|---|
| São Paulo (capital) | 546 ônibus | Investigação em andamento |
| Guarulhos | 1 caso confirmado | Suspeito preso e confesso |
| Grande São Paulo | +1.000 coletivos | Sob apuração do Deic |
| Prisões efetuadas | 17 suspeitos | Em diferentes delegacias |
Finalmente, as empresas operadoras devem comunicar imediatamente todos os casos à Central de Operações e formalizar ocorrências junto às autoridades policiais. Então, quando vândalos danificam um veículo, a empresa deve encaminhar o ônibus para manutenção e substituí-lo por outro da reserva técnica, garantindo assim a continuidade do serviço aos passageiros.


