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sáb, 06 jun 2026
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Privatização dos Correios: entenda os pontos do projeto e a discussão sobre o tema

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Aprovado na Câmara, o projeto de privatização dos Correios prevê a criação de uma nova empresa chamada Correios do Brasil para operação dos serviços postais

Aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada, o Projeto de Lei (PL) 591/21, que autoriza a privatização da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), aguarda ainda a análise do Senado. O texto diz que a União poderá vender a empresa e determina que os serviços postais considerados universais, como cartas, impressos e telegramas, deverão ser realizados por uma nova empresa chamada de Correios do Brasil.

O projeto também modifica a função da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que será transformada em Agência Nacional de Telecomunicações e Serviços Postais e também será responsável por regular os serviços postais e assegurar as metas de universalização e de qualidade dos serviços.

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Para assegurar a continuidade dos serviços, o projeto criou duas categorias: a de operador postal e operador postal designado. O primeiro inclui qualquer empresa que queira prestar o serviço que poderá atuar no mercado de objetos postais, a exemplo da entrega de encomendas, como já ocorre atualmente. 

Já o operador postal designado é quem será responsável pela operação dos serviços postais universais, mediante contrato de concessão. Este serviço inclui “a carta, simples ou registrada; o impresso, simples ou registrado; o objeto postal sujeito à universalização, com dimensões e peso definidos pelo órgão regulador; o serviço de telegrama outros objetos postais definidos em ato do Poder Executivo Federal com base na essencialidade do serviço.”

 Movimento no Centro de Tratamento de Encomendas dos Correios, em Benfica
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Como o monopólio postal de cartas e impressos é assegurado pela Constituição Federal, o projeto diz que quem arrematar os Correios durante o leilão terá de operar os serviços postais com exclusividade pelo prazo máximo de cinco anos, mas com a possibilidade de prorrogação do período.

A exclusividade inclui serviços postais como atendimento, coleta, triagem, transporte e distribuição no território nacional e expedição para o exterior de cartas e cartões postais; serviço público de telegrama, além do atendimento, coleta, triagem, transporte e distribuição no território nacional e expedição para o exterior de correspondência agrupada.

Por isso, o projeto determina a manutenção da operação unificada da empresa, sem segregação por regiões, em prol da “preservação das sinergias entre os negócios”, da “preservação das vantagens competitivas” e da “redução da complexidade contratual e dos riscos para os investidores”.

Tarifas

De acordo com o projeto, as tarifas terão reajustes periódicos e poderão ser diferenciadas geograficamente com base no custo do serviço, na renda dos usuários e nos indicadores sociais. Também fica criada uma tarifa social para atendimento aos usuários que não tenham condições econômicas de custear o serviço.

Agências

O projeto proíbe o fechamento das agências consideradas essenciais para a prestação do serviço postal universal em áreas remotas do país, conforme regulamentação e o disposto no contrato de concessão. Os serviços considerados como de interesse social também deverão ser mantidos.

Funcionários

Um trecho do projeto prevê a estabilidade dos trabalhadores da estatal por um período de 18 meses depois da privatização. Neste período, os funcionários só poderão ser desligados por justa causa.

Além disso, a empresa que adquirir os Correios terá que viabilizar um Plano de Demissão Voluntária (PDV) aos trabalhadores, com período de adesão de 180 dias após a privatização.

O PDV garantirá àqueles que o aderirem a indenização equivalente a 12 vezes o salário, além da manutenção do plano de saúde pelo período de 1 ano e um plano de requalificação profissional.

Debate

Entre os anos de 2013 e 2016, os Correios tiveram uma operação deficitária, acumulando prejuízo de R$ 3,943 bilhões, mas desde 2017, após uma reestruturação na estatal, resultados positivos vêm sendo registrados nos balanços anuais.

Deputados contrários ao projeto apontam que a privatização da empresa irá ocasionar o aumento no preço e redução no alcance do serviço para população. Eles argumentam que a estatal é uma empresa lucrativa e que, por isso, não há motivo para ser vendida.

Por outro lado, com argumento pró estado mínimo, deputados da base governista afirmam que a empresa é ineficiente e foco de corrupção. A privatização dos Correios é uma das pautas prioritárias do governo Bolsonaro, assim como a venda da Eletrobras.

*Com informações da Agência Brasil e G1

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