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dom, 07 jun 2026
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Vacinação de adolescentes em SP pode ter calendário alterado por corte de envio de vacinas

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O Governo do Estado de São Paulo acusa o Ministério da Saúde de entregar menos vacinas da Pfizer do que o esperado e acionará a Justiça para averiguar; o imunizante é o único aprovado no Brasil para aplicação em adolescentes

O Secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, alertou nesta quinta-feira (05) que o corte de 50% no envio de vacinas da Pfizer pelo Ministério da Saúde ao estado de São Paulo deixa em aberto o início da imunização de adolescentes de 12 a 17 anos, que possuem deficiências, comorbidades, gestantes e puérperas, inicialmente prevista para começar em 18 de agosto.

Conforme o Governo de São Paulo, na terça-feira (03), o Estado recebeu 228 mil doses a menos do que o esperado. A Procuradora Geral do Estado, Lia Porto, e a Procuradora do Estado Camila Pintarelli anunciaram que a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo vai acionar o Poder Judiciário contra o corte no envio de vacinas pelo Ministério da Saúde.

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Com população aproximada de 46,3 milhões de pessoas segundo estimativa de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), São Paulo tem recebido pelo menos 22% do total de vacinas distribuídas pelo Governo Federal através do Plano Nacional de Imunizações (PNI).

Nessa quarta-feira (04), Ministério da Saúde negou que tenha prejudicado a distribuição de vacinas contra Covid-19 ao Estado de São Paulo. O governador João Doria (PSDB) havia afirmado que o Governo Federal estava promovendo um boicote a vacinação em São Paulo.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Moreira da Cruz, afirmou, em coletiva realizada em Brasília, que não há percentual fixo de doses a serem enviadas para cada Estado. Além disso, diante do avanço e atraso na vacinação em diferentes regiões do país, o objetivo do Ministério seria equilibrar o avanço da imunização.

“Nenhuma unidade da federação é prejudicada no processo de distribuição das doses. Nós já avançamos nos grupos prioritários e agora estamos avançando por idade. Há uma vontade de se regularizar as pautas para que a gente tenha uma imunização equânime nos municípios de nos estados”, apontou Moreira.

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