Segundo os biólogos, a maior parte dos ferimentos dos animais socorridos é causada por cerol e linha chilena, colisão contra vidraças e veículos, atropelamentos e ataques de outros animais
Quase todos os dias policiais e munícipes entregam ao Zoológico de Guarulhos animais silvestres, como periquitos, sábias, corujinhas, gambás e répteis encontrados em condições inadequadas e precisando de auxílio veterinário.
Em 2020, 584 animais foram entregues no parque e, após tratamento, 233 foram devolvidos à natureza. Os demais permaneceram no zoo ou foram encaminhados a outras instituições, ou então não sobreviveram.
Para manter o equilíbrio ecológico os animais são soltos preferencialmente na mesma região onde foram encontrados. Os bairros Cabuçu e Bonsucesso, além do próprio zoo, que conta com ampla área verde, são os locais em que a maior parte de solturas ocorre.
Segundo os biólogos do parque, a maior parte dos ferimentos dos animais socorridos é causada por cerol e linha chilena (artigos proibido por lei na cidade), colisão contra vidraças e veículos, atropelamentos, ataques de outros animais, além de filhotes órfãos. O tratamento pode durar meses e, muitas vezes, chega a envolver cirurgia.
A recepção, tratamento e reabilitação de animais silvestres para devolução à natureza é uma das principais funções dos zoológicos, explica Fernanda Magalhães, diretora do Zoológico de Guarulhos.
Serviço
O Zoológico de Guarulhos fica na rua Dona Glória Pagnoncelli, 344, Jardim Rosa de França. O parque está funcionando de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A entrada é gratuita e permitida até as 16h, mediante uso de máscara, medição da temperatura corporal e uso de álcool em gel.
Para resgate pela Guarda Civil Ambiental, ligue para 153 ou 2475-9444.


