O medicamento Mounjaro foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser utilizado no tratamento da obesidade. A informação já está no Diário Oficial da União desta segunda-feira (09) com a inclusão de nova indicação terapêutica do remédio.
O Mounjaro é atua em forma de caneta e é o principal concorrente do Ozempic. Ambos já estão presentes no Brasil, mas ainda não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Ambos tinham, até o momento, permissão apenas para o tratamento da diabetes tipo 2 e não possuem indicação para outras patologias, em razão dos efeitos colaterais.

Como funciona a Mounjaro (tirzepatida)?
Mounjaro é o nome comercial da tirzepatida, uma caneta injetável de uso semanal aplicada sob a pele. A princípio, as doses são em 2,5 mg e podem chegar até 15 mg, conforme orientação médica. A medicação atua imitando simultaneamente dois hormônios — GLP-1 e GIP — que ajudam a reduzir o apetite, aumentam a saciedade e estimulam a queima de gordura.
O tratamento com Mounjaro requer acompanhamento médico contínuo, principalmente porque efeitos colaterais como náuseas, diarreia, vômitos e desconfortos gastrointestinais podem ocorrer em cerca de 18% dos pacientes, especialmente no início. O seguimento profissional é essencial para ajustar a dose e garantir a adesão ao tratamento com segurança.
Com a nova decisão da Anvisa, o Mounjaro passa a ter permissão para tratar a obesidade, desde que a doença esteja relacionada a pelo menos, uma comorbidade. Assim sendo, o medicamento só pode ser comprado com receita médica e custa entre R$ 1.406,75 e R$ 2.384,34.


