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sex, 05 jun 2026
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Desemprego Brasil abril 2026: Taxa atinge 5,8%, aponta IBGE

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou, nesta quinta-feira (28), que a taxa de desemprego no Brasil alcançou 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026. Este patamar, revelado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), representa um aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao período de novembro de 2025 a janeiro de 2026, refletindo um comportamento sazonal do mercado de trabalho, especialmente em setores como comércio e serviços pessoais.

Dinâmica da Taxa de Desocupação

Apesar da elevação observada na comparação trimestral recente, a taxa de 5,8% ainda se mostra inferior ao índice de 6,6% registrado entre fevereiro e abril de 2025, indicando uma redução de 0,8 ponto percentual ao longo do ano. Este cenário revela uma dinâmica complexa no mercado de trabalho brasileiro, onde fatores conjunturais e estruturais interagem para moldar os índices de ocupação e desocupação.

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Em termos absolutos, o contingente de pessoas que buscaram uma ocupação e não a encontraram chegou a 6,3 milhões no trimestre findo em abril de 2026. Este número representa um acréscimo de 471 mil indivíduos em relação ao trimestre imediatamente anterior, que se encerrou em março do mesmo ano, sublinhando a intensidade da busca por trabalho no país.

População Ocupada e Desocupada

O levantamento do IBGE detalha que a população desocupada, totalizando 6,3 milhões no período, cresceu 8,0% em comparação ao trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, quando o índice era de 5,9 milhões de pessoas. Contudo, observou-se uma queda significativa de 11,3% frente ao mesmo período do ano anterior, com 809 mil pessoas a menos em situação de desocupação.

Por outro lado, a população ocupada, que soma 102,3 milhões de pessoas, registrou uma leve retração de 0,3% na comparação com o trimestre móvel anterior, resultando em menos 338 mil trabalhadores. No entanto, em uma análise anual, houve um crescimento de 1,1%, com um acréscimo de 1,07 milhão de pessoas no mercado de trabalho em relação a fevereiro a abril de 2025.

Outros Indicadores do Mercado de Trabalho

A pesquisa também apresentou o nível de ocupação, que corresponde ao percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, atingindo 58,4%. Este índice aponta uma queda de 0,3 ponto percentual em comparação com o trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, período em que se situava em 58,7%. Por sua vez, houve estabilidade em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, conforme apontado pelo IBGE.

A taxa composta de subutilização, que reflete o total de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial, manteve-se estável em 13,8% na comparação trimestral. Entretanto, em um recorte anual, a taxa apresentou um recuo de 1,7 ponto percentual, evidenciando uma melhoria nesse indicador, enquanto a população subutilizada alcançou 15,7 milhões de indivíduos.

Informalidade e Rendimento Médio

Em um panorama sobre a informalidade, o IBGE indicou que a taxa ficou em 37,2% da população ocupada, o que corresponde a 38,1 milhões de trabalhadores informais. Este patamar é ligeiramente inferior aos 37,5% registrados no trimestre encerrado em janeiro e também menor que os 38% observados entre fevereiro e abril de 2025, sinalizando uma leve redução da informalidade no período analisado.

Adicionalmente, o rendimento real habitual de todos os trabalhos manteve-se em um patamar recorde, alcançando R$ 3.732. Este dado é relevante, pois, apesar das flutuações na taxa de desemprego e ocupação, a renda média dos trabalhadores conseguiu se sustentar, indicando uma certa resiliência econômica para aqueles que estão empregados.

Análise do Cenário pelo IBGE

Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, contextualizou que o aumento da desocupação neste trimestre móvel se deve principalmente ao comportamento sazonal de algumas atividades econômicas. Ela citou o comércio e os serviços pessoais, que, após um aquecimento no final de 2025, não conseguiram reter parte de seus trabalhadores, contribuindo para a elevação da taxa.

Apesar da perda de ocupação na comparação trimestral, a coordenadora enfatizou que o mercado de trabalho brasileiro segue com um nível elevado de ocupação quando comparado com anos anteriores da série histórica. Consequentemente, esta perspectiva sugere que, mesmo diante do recuo sazonal, a geração de trabalho e renda no país mantém uma trajetória sustentada, conforme as informações divulgadas pelo instituto.

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