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seg, 08 jun 2026
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Comissão de Meio Ambiente averigua reclamação de moradores do Cabuçu sobre aterro CDR Pedreira

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Prefeitura e a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) devem ser convocadas para tratar o assunto

A Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Guarulhos realizou uma diligência na região do aterro sanitário CDR Pedreira, operado pela Veolia, na manhã desta quinta-feira (09). Edmilson (PSOL) e Geleia Protetor (PSDB) foram ao local para verificar a reclamação de moradores do Cabuçu de que as obras do aterro estariam perto demais de suas residências e acarretando problemas nas moradias, como rachaduras, por exemplo.

Cláudio Teodoro, morador da área, afirmou que em torno de 250 famílias estão sendo prejudicadas nessa fase das obras. Segundo ele, inclusive explosivos são utilizados e as casas são afetadas com tremores.

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“Estamos sofrendo muito com esse empreendimento que está sendo feito aqui na região do Cabuçu, na Estrada Morro do Sabão. Eles consideram como área isolada de Guarulhos, mas não é. Pagamos conta de energia, usamos água da mina e eles estão acabando com as nascentes de água da região. Queremos até pedir para Sabesp olhar essa questão porque não temos água potável”, disse.

Outro morador da região, Robson Fernandes Araújo explicou que em audiência públicas, há anos atrás para discutir a ampliação do aterro, foi dito que as obras ficariam a 500 metros das casas.

“Eles não cumpriram isso. Eles estão a 40 metros da minha residência, da minha irmã e de outros moradores. Esta obra está nos afetando muito, com bastante impacto para nós. Teve desmatamento e acabaram com uma represa que exista. Nós nascemos aqui e somos muito afetados”, afirmou.

O parlamentar Geleia Protetor recebeu as denúncias dos moradores e levou a demanda para a Comissão de Meio Ambiente. “Estamos vendo aqui o sofrimento das famílias. É lamentável. Com a Comissão de Meio Ambiente, vamos tomar providências para evitar que isso continue acontecendo. Estão destruindo a natureza e não estão respeitando os moradores. Isso é um absurdo”, ressaltou.

O vereador afirmou ainda que é preciso convocar a Prefeitura e a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para tratar o assunto. Edmilson, que preside a Comissão, disse que verificaram prejuízos nas residências.

“As casas estão trincadas. Já existe prejuízo e não dá para esperar a obra terminar para que essa população seja indenizada e reparada. Tem toda uma devastação no entorno, retiraram muitas árvores, nascente de água que não existe mais e tinha uma represa aqui. Esse prejuízo é incalculável”.

O vereador abordou os perigos da situação. “Falamos com o representante da empresa e ele disse que, ao final da obra, fará uma vistoria. Ele vai esperar a casa cair na cabeça das pessoas? Vai esperar que haja um risco grave contra a integridade e a vida desses moradores? Alegam, inclusive, que aqui é uma área isolada, mas essa é uma área antiga e há moradores com mais de 50 anos vivendo nesse local. Não é uma área isolada, é um bairro comum da cidade de Guarulhos que precisa ser protegido”, completou.

De acordo com Edmilson, a Comissão irá protocolar na empresa um pedido de esclarecimentos e de informações sobre o que está sendo feito e se há justificativa para a retirada de todas as árvores e para o abalo que estão sofrendo as casas. “Eu, como presidente da Comissão de Meio Ambiente, e o vereador Geleia estamos aqui para fiscalizar e ouvir a população, que precisa ser ouvida e não pode continuar sofrendo o que tem passado aqui”, disse.

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