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sáb, 06 jun 2026
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Está em home office, saiba o que você não deve fazer

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Num momento em que a tecnologia permite que muitos setores consigam realizar suas tarefas à distância, sem prejuízo da qualidade, fica evidente o quanto essa transição acelerada, ainda deixa gargalos e levanta dúvidas sobre como agir diante da aparente liberdade que o trabalho remoto proporciona.

Uso do computador da empresa por filhos

No momento em que os filhos deixam de frequentar as aulas regulares, muitos pais se veem com a tarefa de proporcionar atividades a eles e isso pode incluir oferecer o computador para que vejam filmes e se distraiam ou ainda para que tenham aulas online.

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Para Luciana Santos, coordenadora de Seleção da Luandre, muitos se esquecem que as empresas têm acesso às atividades realizadas em seus computadores, cedidos para o trabalho remoto, portanto o equipamento não deve ser usado para outras atividades ou terceiros a fim de evitar qualquer conflito.

Trabalhar de pijama

Sem a necessidade de trabalhar fora, seguir com as atividades corporativas vestindo pijama ou roupas mais informais, parece tentador. Mas não se preocupar com a etiqueta corporativa pode gerar uma interpretação equivocada ao se expor em videochamadas com colegas, superiores ou clientes. É importante ficar atento ao ambiente que será mostrado na câmera, o ideal é apresentar um “cenário” organizado e ter cuidado com os barulhos, na medida do possível.

Outras atividades em horário de trabalho

Um dos grandes desafios do home office é a disciplina. Muitos se sentem desmotivados por estarem sozinhos e procuram formas de distração, como filmes ou redes sociais. Larissa Gonçalves, coordenador de seleção da Luandre alerta que isso pode colocar até mesmo o emprego em risco, uma vez que o profissional torna-se improdutivo.

Ela também aconselha a fazer o trabalho no horário normal de expediente, tanto para manter a troca com a equipe da forma habitual, quanto pela saúde do próprio profissional:

“postergar atividades e se ver obrigado a trabalhar de madrugada só vai adicionar ansiedade à rotina que já está alterada”.      

Falta de estrutura

Estar em home office é um novo modelo adotado por muitas empresas durante a quarentena porque os funcionários podem realizar as mesmas tarefas com o uso do computador, telefone e dispositivos que a grande maioria já possui hoje. “Mas, e se eu não tiver?”, alguns podem se questionar. Neste caso, segundo Larissa Gonçalves da Luandre, é necessário comunicar os superiores diretos para identificar qual solução pode ser adotada para sanar a falta de um computador ou de uma rede de internet adequada.

Desorganização

“Trabalhar de casa não significa não ter planejamento”, explica Larissa. Ela pontua que claramente há vantagens, como não ter de pegar trânsito para ida e para a saída, o que otimiza o tempo do colaborador, mas isto não quer dizer que o cotidiano não tenha de ter uma agenda porque os compromissos têm de continuar a ser cumpridos.

Além da organização do tempo, a organização dos documentos também é algo a que vale se atentar para facilitar a vida de todos os envolvidos. Assim, é importante conferir, ao final do dia, se os novos materiais estão disponíveis na nuvem ou sistema utilizado por sua empresa para os demais colegas.

Conflito entre vida pessoal e profissional

Cachorro latindo, filhos chamando, vizinhos gritando, são algumas situações que não só desconcentram o profissional, mas também podem ser mal vistas durante uma call ou videoconferência. “Claro que há situações que são inevitáveis no home office, como uma reforma do vizinho de cima, que é algo que no período de quarentena não deve ser comum”, diz Luciana Santos. Ela chama atenção, no entanto, para todas as outras situações caseiras que vão contra a etiqueta corporativa e que podem ser evitadas.   

Ficar incomunicável

Uma vez que a presença física não é possível, neste momento, ficar incomunicável sem uma boa razão é uma das atitudes mais antiprofissionais que se pode ter. “O colaborador pode ter sua hora de almoço e algumas pausas durante o dia, como acontece no ambiente de trabalho, mas passar muitas horas sem responder a e-mails ou WhatsApp é prejudicial a ele e à equipe”.

Home office veio para ficar

Há estudos que demonstram que o home office deve se tornar uma prática mais habitual, após a estabilização do surto de coronavírus. A FGV, por exemplo, aponta que deve crescer 30%. A Luandre explica que para os processos seletivos ainda será importante a entrevista individual presencial, bem como as dinâmicas, mas acredita que muitas empresas vão se adaptar ao novo modelo, mesmo que não seja um home office integral, mas para alguns dias da semana. 

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