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qui, 04 jun 2026
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Trump quer acabar com PIX brasileiro! Confira o porquê

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Os Estados Unidos anunciaram investigação contra práticas comerciais brasileiras que consideram desleais, incluindo, contudo, o PIX. Você leu certo, de fato: o sistema de pagamento gratuito do Banco Central é citado em documento do governo Donald Trump como prática que “prejudica a competitividade” de empresas norte-americanas. Assim sendo, a investigação ocorre dias após o presidente americano anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

PIX incomoda empresas americanas de cartão

Segundo o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o Brasil então “parece se envolver em práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico”. Embora não cite diretamente o PIX, o documento se refere aos “serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”.

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A acusação pode estar relacionada ao fato de que o PIX se tornou sem dúvida alternativa popular aos cartões de débito oferecidos por empresas americanas como Mastercard e Visa. Além disso, outros sistemas que operam no país, como Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay, intermediam transações com cartões dessas empresas.

Redes sociais reagem à ofensiva de Donald Trump

No entanto, os brasileiros não gostaram muito do posicionamento do presidente dos Estados Unidos da América. Assim, as redes sociais amanheceram nesta quarta-feira (16) com críticas à nova ofensiva americana contra o Brasil. Hashtags como #BolsotrumpContraoPix, #InimigosdoPix, #Bolsotaxa e #25deMarço chegaram ao topo dos assuntos mais comentados no antigo Twitter (agora, X).

Usuários acusaram Washington de proteger interesses de grandes operadoras de cartões de crédito. “O PIX é um sucesso popular que incomoda corporações bilionárias”, escreveu um usuário no X. Outros ironizaram: “Agora o problema dos EUA é que o PIX é rápido demais?”

Caso WhatsApp Pay pode ter motivado investigação

O caso do WhatsApp Pay também pode estar relacionado às críticas americanas ao PIX. Em junho de 2020, antes do lançamento do PIX, a Meta lançou o WhatsApp Pay no Brasil. Inicialmente, as transferências seriam por cartões da Mastercard e da Visa.

Uma semana depois, o Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspenderam o recurso, alegando preocupações quanto à falta de supervisão regulatória e concentração de mercado. Em novembro, o sistema próprio de pagamentos instantâneos e gratuitos do BC, o PIX, foi lançado.

Deputados cobram posicionamento de aliados de Bolsonaro

Entre os alvos de pressão está o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que ainda não se manifestou sobre o caso. A cobrança se intensificou após usuários lembrarem que o parlamentar já havia feito vídeos virais sobre o PIX, na época, para criticar uma suposta tentativa de taxação durante o governo Lula, o que foi desmentido pelas autoridades.

Investigação do PIX abrange outras práticas brasileiras

A investigação utiliza a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e abrange cinco práticas comerciais brasileiras consideradas “irracionais ou discriminatórias”. Além do PIX, o documento menciona tarifas preferenciais injustas, interferência anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

O relatório também faz menções críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), à movimentação comercial da Rua 25 de Março e a acordos internacionais firmados com países como Índia e México.

Rua 25 de Março no radar americano

Pois é! A famosa região comercial do centro de São Paulo aparece no documento americano como área de preocupação. Segundo o relatório, a movimentação comercial da Rua 25 de Março estaria relacionada a práticas que prejudicam produtos americanos.

A investigação sugere que o comércio local pode estar associado à pirataria e comercialização de produtos ilegais que competem com marcas americanas. Dessa forma, a tradicional rua do comércio popular paulistano se torna mais um ponto de atrito nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Parlamentares reagem à ofensiva americana

No Congresso, a repercussão foi imediata. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) classificou a medida como tentativa de retorno às taxas bancárias. “Trump quer o fim do PIX e que voltemos a pagar taxas para bancos e operadoras como Visa e Mastercard”, escreveu.

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) ironizou a ofensiva norte-americana. “Agora o Trump quer… acabar com o PIX no Brasil. Diz ele que é uma prática desleal com os EUA”, escreveu em publicação.

O que Donald Trump quer acabar no Brasil

A investigação americana mira seis práticas brasileiras consideradas desleais pelo governo Trump:

  • Sistema PIX: O sistema de pagamento gratuito e instantâneo do Banco Central, que compete com empresas americanas como Visa e Mastercard.
  • Tarifas preferenciais: Acordos comerciais do Brasil com países como Índia e México, que supostamente prejudicam exportadores americanos.
  • Rua 25 de Março: A movimentação comercial da região central de São Paulo é citada como prática que afeta o comércio bilateral.
  • Decisões do STF: O relatório menciona decisões do Supremo Tribunal Federal que impactam negócios americanos no país.
  • Acesso ao mercado de etanol: Barreiras que dificultam a entrada de etanol americano no mercado brasileiro.
  • Políticas ambientais: Medidas relacionadas ao desmatamento ilegal e licenciamento ambiental.

Governo brasileiro prepara resposta

De acordo com informações da assessoria, o governo brasileiro informou que pretende recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e aplicar medidas com base na Lei da Reciprocidade. O Ministério das Relações Exteriores acompanha o caso.

Segundo o USTR, haverá audiência pública sobre a investigação em 3 de setembro de 2025. Caso confirme que as práticas foram desleais, os EUA poderiam impor mais tarifas, restrições comerciais e até sanções.

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