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sex, 24 jul 2026
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Economia brasileira cresce em maio, impulsionada pelo consumo das famílias

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A economia brasileira registrou um crescimento de 0,7% em maio de 2024, impulsionada principalmente pelo consumo das famílias. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 20 de junho, pelo Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV), oferecendo um panorama sobre a atividade econômica nacional. Este desempenho representa uma retomada após períodos de estagnação.

No trimestre móvel encerrado em maio de 2024, o avanço foi de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2023, conforme o estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV. Consequentemente, a variação positiva acumulada nos últimos 12 meses atingiu 1,7%. Este indicador é crucial para Guarulhos e a Grande São Paulo, uma vez que reflete a saúde econômica que impacta diretamente o comércio e os serviços locais.

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O papel do consumo familiar no crescimento

O consumo das famílias foi o principal motor desse resultado, apresentando um crescimento de 3,3% no trimestre encerrado em maio de 2024. Este patamar é o mais elevado desde o quarto trimestre de 2023, quando o avanço havia sido de 4%. Além disso, mais de 60% desse desempenho veio do consumo de serviços e de bens duráveis, setores de grande peso na região metropolitana.

Juliana Trece, economista e coordenadora da pesquisa, destacou a importância do consumo familiar para o desempenho econômico positivo do país. Contudo, ela ressaltou a existência de algumas “fragilidades” nos resultados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que demandam atenção por parte dos formuladores de políticas econômicas.

Sinais de desaceleração e fragilidades

A análise da FGV aponta que o crescimento da agropecuária ocorre após uma sequência de retrações, indicando uma recuperação pontual. Enquanto isso, a estabilidade industrial mostra uma perda de fôlego do setor, o que pode gerar preocupações para áreas manufatureiras. Apenas o setor de serviços demonstrou um resultado um pouco mais favorável em relação à média geral do início do ano.

Para a economista, a concentração do crescimento no consumo das famílias sugere uma dependência excessiva desse componente da economia. Por outro lado, exportações e investimentos apresentaram quedas, o que contribui para os “sinais importantes de arrefecimento” que começam a surgir nos resultados gerais. Portanto, a sustentabilidade do crescimento futuro pode estar em risco sem uma diversificação das fontes de impulso econômico.

Desempenho dos outros componentes do PIB

As exportações registraram um crescimento de 4,3%, sendo o menor desde o segundo trimestre de 2023. O acompanhamento da FGV indica que a indústria extrativa mineral teve um crescimento significativamente inferior ao que vinha apresentando, explicando a desaceleração das exportações. Além disso, as importações demonstraram uma trajetória oposta, crescendo 8,9% e completando o terceiro trimestre móvel consecutivo de alta.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede o investimento na economia em itens como máquinas e equipamentos, expandiu 2% no trimestre móvel. Essa foi a segunda expansão após um período de quatro trimestres móveis seguidos de recuo. A taxa de investimento da economia em maio de 2024 foi estimada em 18,6%, a segunda maior do ano, superada apenas por fevereiro, que registrou 19,2%.

Em termos monetários, a FGV estima que o PIB acumulado até maio de 2024, em valores correntes, alcançou R$ 5,466 trilhões. Este volume reflete a magnitude da atividade econômica do país ao longo do período analisado, impactando diretamente a arrecadação e a capacidade de investimento público em municípios como Guarulhos.

Outros indicadores econômicos e projeções

O Monitor do PIB da FGV serve como um dos principais termômetros da economia brasileira. Outro levantamento relevante é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado em 17 de junho. Este indicador mostrou uma expansão de 0,1% na passagem de abril para maio de 2024 e uma alta de 1,4% nos últimos 12 meses.

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última divulgação oficial, realizada no final de maio de 2024, apontou um crescimento de 1,1% para o primeiro trimestre de 2024. A próxima divulgação, prevista para 1º de setembro de 2024, trará os dados referentes ao segundo trimestre do ano.

As expectativas do mercado financeiro, coletadas pelo Relatório Focus do Banco Central, indicam uma projeção de alta de 1,99% para a economia brasileira ao final de 2026. Concomitantemente, a previsão do Ministério da Fazenda para o mesmo período é ligeiramente mais otimista, estimando uma variação de 2,3%.

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